A vice-presidente do PSL em Goiás, Josy Wenia Dinapolis, nos estúdios da Sagres (Foto: Jordanna Ágatha/Sagres On)
A vice-presidente do PSL em Goiás, Josy Wenia Dinapolis, concedeu entrevista neste sábado (16) à Sagres 730, após participar do Debate Super Sábado, nos estúdios da emissora. Ela diz que é contra as cotas para mulheres para disputar cargos políticos, e defende que representantes femininas venham para a política espontaneamente.
“A participação da mulher não devia ser imposta. A gente tem que convidar mulheres para que elas venham espontaneamente. Não precisaria ter cotas. Eu sou contra a cota feminina porque tem que ser uma coisa espontânea, nada forçado. Às vezes falta um simples convite. Eu nunca me imaginava na política, hoje estou na política e vejo com outros olhos”, relata.
No Senado, dos 54 eleitos em 2018, 7 são mulheres, ou seja, 12%. Na câmara, de 513 deputados, 77 cadeiras são ocupadas por elas, o que corresponde a 15% do plenário. Mesmo índice das Assembleias Legislativas. Em Goiás, a representatividade é ainda menor, pouco menos de 5%. A vice-presidente do PSL goiano diz que o partido assume um compromisso de trazer mulheres para a política no Estado, e faz um convite.
“Há muito o PSL Mulher já tem chamado a participar da política. Um exemplo muito claro disso é o PSL Goiás. De 8 componentes da comissão provisória, 5 são mulheres. Durante muitas pré-campanhas convidamos mulheres a participar. No dia 30 de março, teremos um evento na Câmara Municipal de Goiânia, no auditório Carlos Eurico, convidamos desde já para mulheres participem. Não é um evento do PSL, é um evento de mulheres de direita”, conclama.
Candidaturas-laranja
Definir alguém para assumir uma função, porém apenas no papel, não na prática; ou ceder o nome para o uso de outra pessoa. Quem se submete dessa maneira pode ser chamado de “laranja”.
O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está entre as legendas que vêm sendo investigados por suspeita de “candidaturas-laranja” nas eleições de 2018, em que uma pessoa sai como candidato ou candidata, mas acaba, na verdade, participando de esquemas fraudulentos como desvios de recursos do fundo eleitoral.
Um dos casos é o da filiada ao PSL mineiro Zuleide Oliveira, que teve o registro da candidatura a deputada estadual por Minas Gerais indeferido, por ser condenada na Justiça em função de uma briga. À imprensa, ela afirma que recebeu proposta do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para ser “laranja”. O titular da Pasta nega as acusações.
A vice-presidente do PSL em Goiás, Josy Wenia Dinapolis, defende que toda investigação sobre candidaturas-laranja seja rigorosamente apurada e que os envolvidos sejam punidos. “A participação feminina na política é muito bem vista, tem que ser respeitada, e esse respeito parte de cada um de nós. O PSL Goiás entende que, se há essa suspeita, tem sim que levantar investigação, se há culpados, deverão ser punidos, doa a quem doer. A Justiça tem que ser feita, se há erros, têm de ser coibidos, não podemos aceitar que as mulheres sejam obrigadas a participar”, afirma.













