Foto: Reprodução/SagresTV
São 26 famílias de venezuelanos, com 124 pessoas, sendo 64 crianças, que passaram nesta segunda-feira (18 por mais uma etapa da acolhida, numa espécie de triagem, com psicólogos e assistentes sociais. Equipe de recursos humanos tentam encaminhá-los para o mercado de trabalho, e alguns para cursos profissionalizantes. Dez médicos voluntários, entre pediatras e clínicos gerais, atendedaram às famílias, com atenção especial às crianças. A pediatra Kamila Duarte diz que é um prazer poder servir a pessoas tão necessitadas de ajuda. “Triste por tanta gente estar precisando, mas feliz o mesmo tempo por tanta gente poder ajudar”, afirma.
Kamilia atendeu ao casal Norbi e Elio Alfonzo. Eles ficaram muitos felizes ao saberem que a filha Xionaris, de 8 anos, que é especial, vai ser encamihada para tratamento no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER). “Saímos da Venezuela porque não tinha emprego, faltava comida. Fomos para Boa Vista (capital de Roraima), mas só agora estamos encontrando dignidade”, diz Elio, que na Venezuela trabalhava como agricultor.
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Confira a reportagem de Silas Santos
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Uma corrente de voluntários
Cada família tem um tutor, uma pessoa que vai acompanhar bem de perto o dia a dia dos venezuelanos, para lidar com as dificuldades que venham a enfrentar. Já uma, duas, três, até 10 pessoas se uniram para apadrinhar, ou seja, pagar as despesas de uma das famílias como, por exemplo, aluguel de imóvel, alimentação, água e luz.
Foi assim, que todas as 26 famílias já tem casa para morar. Mileidy Corro Herrera, com 4 filhos pequenos, e a irmã Bárbara , que tem 2 filhos, são separadas de seus ex-maridos. Moraram por 3 anos em Boa Vista. Boa parte do tempo, numa rodoviária. Mileidy conta que é a primeira vez que o filho mais novo pode viver numa casa. “Muito tempo morando em uma rovodiária com minhas irmãs. Trabalhávamos vendendo bombom. Três bombons por R$ 1, para poder comprar água para as crianças”, conta.

Foto: Reprodução/SagresTV
Como tudo começou
A decisão de acolher venezuelanos veio depois que alguns membros do da Ong Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (Osceia) foram a Boa Vista participar de um congresso e viram a triste realidade dos que deixaram o país onde nasceram. A osceia conseguiu apoio de outras 3 entidades espiritas: O Consolador, Amor e Luz e Obras Sociais da Casa de Fraternidade Irmã Sheila, de Trindade. Rosane Borges, vice-presidente da Osceia, disse que vão apoiar os venezuelanos até que eles não precisem mais de ajuda, tenham emprego e renda. “Empresários que têm vagas de emprego podem entrar em contato conosco, pois boa parte dos venezuelanos tem muita qualificação” , diz Rosane Borges.
Nova experiência
Em julho, 4 famílias da venezuela já tinham sido acolhidas. Uma delas é a da Anyuli Rojas, que já falando um bom Português, conta: ela e o marido já têm emprego e os filhos estão na escola. “Estamos vivendo uma vida nova, estamos muito felizes depois de tudo o que passamos, sendo obrigados a deixar nosso País por falta de emprego e comida e vivendo em situação precária em Boa Vista”.
Você também pode ajudar
As doações de materiais diversos (veja lista a seguir) podem ser feitas na sede da Osceia, na Rua da Paz, número 500, no Setor Jardim Nova Esperanca, em Goiânia. Quem puder doar qualquer quantia, basta depositar ou transferir para conta a seguir:
Agência: 1840-6
Conta Corrente: 132.000-9
CNPJ: 25.006.149/0001-09
Banco do Brasil
O telefone para contato é o (62) 982991640.














