O presidente regional do MDB, Daniel Vilela, buscou hastear bandeira branca na direção dos insatisfeitos na base de Ronaldo Caiado (DEM), depois de anunciar decisão da executiva do partido de aceitar o convite para compor a chapa majoritária do governador na disputa de 2022. O ex-deputado federal minimizou conflitos internos criados pela antecipada decisão de Caiado de compor duas das três vagas disponíveis para a próxima eleição e envia sinais de que pretende conversar com lideranças caiadista.
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“Nós temos objetivos muito maiores muito maiores do que as particularidades, os interesses pessoais e partidários. O MDB está disposto a fazer parte de um projeto ao lado do governador. Obviamente e é legítimo também que qualquer partido que esteja na base ou que queira integrar a base do governador pleiteie seus espaços, tanto na chapa quanto na gestão, mas isso é uma decisão do governador. Esse tipo de composição quem define é ele. O MDB vai estar colaborando, participando de forma humilde, entendendo que é um momento de dar uma contribuição para o estado”, afirma.
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A adesão à base governista foi defendida por 146 dos 160 diretórios municipais e comissões provisórias do partido e a consulta foi avalizada pela executiva emedebista. Daniel, no entanto, admite que a definição é apenas “política e não estatutária”, já que a posição oficial do partido para a eleição de 2022 será confirmada na convenção, em julho do próximo ano. “Qualquer decisão neste sentido, que pode ser até diferente, só acontecerá na data da convenção”.

Divergência
Daniel Vilela contou que buscou conversa com Gustavo Mendanha antes da reunião da executiva do partido, mas não conseguiu espaço na agenda. O prefeito de Aparecida de Goiânia monitorou o processo de decisão do partido e retoma hoje conversas com presidentes de partidos para, na próxima semana, anunciar a desfiliação.
Alternativa
Presente na reunião, o deputado estadual Paulo César Martins preferiu despistar sobre possível troca de partido e considera até manter a divergência interna no MDB. “Precisamos ver a possibilidade de o Gustavo colocar o nome à disposição do partido como pré-candidato, o que ainda não aconteceu. E ainda temos até as convenções”, afirma.

Caminhos
O grupo de Mendanha tem aproximado conversas com o Republicanos, com o objetivo de entrar na disputa contra Caiado com a gestão nos dois maiores colégios eleitorais do Estado: Goiânia e Aparecida. Gustavo também tem mantido conversas avançadas com partidos da base do presidente Bolsonaro, que se interessam em reforçar a oposição ao governador.
Lobby
Líderes evangélicos fizeram peregrinação por Brasília nos últimos dias para pressionar pela realização da sabatina do ex-ministro da Justiça André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele foi indicado em julho por Bolsonaro para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente da comissão, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem se recusado a marcar a oitiva, diante do forte rechaço ao candidato entre os senadores.
Goiano lá
Um grupo de pastores, bispos e apóstolos se reuniu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Nas conversas Flávio Bolsonaro se comprometeu a defender a indicação na tribuna do Senado, algo que ainda não havia feito. Assim como ele, outros senadores evangélicos, como Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Carlos Viana (PSD-MG), também presentes, disseram que passarão a defender Mendonça de maneira pública e enfática.

Pedido
Os senadores Jorge Kajuru (PodemosGO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) impetraram um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Davi Alcolumbre a pautar a sabatina de André Mendonça.
Posição contra
Apesar de ser contra a nomeação de Mendonça, Kajuru justifica que a ausência de um ministro no STF pode prejudicar o andamento de processos e, por isso, o Senado precisa sabatiná-lo para confirmar ou rejeitar a indicação de Bolsonaro.
O retorno
Por motivos de saúde, o ex-governador José Eliton pediu licença da presidência regional do PSDB. O posto passa a ser ocupado por Marconi Perillo.








