Com a saída do atacante Juninho, no final da temporada 2015, o goleiro Márcio se tornou o único remanescente da primeira geração do Atlético Goianiense, depois que o clube se reergueu em 2005. Dono da braçadeira e líder do elenco rubro-negro, ele já ultrapassou a marca de 500 jogos defendendo o Dragão, e diz que enquanto estiver bem tecnicamente, não vai parar tão cedo.

“Estou no Atlético, acredito eu, pela minha capacidade técnica ainda. No dia em que a minha capacidade técnica não for suficiente, acho que eu tenho que sair, tenho que parar. Enquanto ela ainda estiver num nível que eu contribua com o clube, com o time, eu vou tentar dar sempre o meu máximo”, afirma.

Apesar de não mencionar quais, o atleta fala que ainda tem objetivos pessoais a alcançar em 2016. Prestes a completar 35 anos de idade no próximo dia 24, Márcio é o jogador mais experiente em atividade pelo futebol goiano. Com o treinador Wagner Lopes, é a segunda vez que trabalham juntos no rubro-negro, e elogia o seu retorno ao clube, com o qual quase conseguiu o acesso à Série A em 2014, não fosse a derrota em casa para o Santa Cruz na última rodada.

“É um grande treinador, os trabalhos que ele vem tendo nas equipes por onde passa tem o seu resultado. Quase subiu com o Bragantino, em uma situação que o time estava brigando para não cair. Teve aqui com a gente (em 2014), pegou a equipe brigando pra não cair, e chegamos no último jogo com esperança de subir. Eu acho que o Atlético acertou na contratação do Wagner, porque ele agrega muito para o clube e para nós jogadores também”, ressalta.

Sobre a temporada passada, Márcio afirma que não via no Atlético a possibilidade de ascensão à elite, e não minimizou a permanência na Série B, mas afirma que sonhou com o acesso. E falou dos problemas que teve com a diretoria ao longo do ano, principalmente com Adson Batista. Para o capitão, toda desavença tem que ser para o bem do clube.

“Em hora nenhuma eu achei que seria concreto a gente subir no ano passado, mas cheguei a sonhar, claro, porque o sonho é de graça, você tem que ter um alvo. Mas a permanência, por mais que ela tenha sido pouco, significou bastante, pelo início que foi o ano. Vai ter desavenças, e aqui não é igreja pra dar tudo certinho, mas sempre visando  melhor para o Atlético, e às vezes vai doer mais de um lado do que de outro. Eu espero que toda vez que tiver desavença, que ela seja resolvida dentro de campo com os resultados”, reforça.

O descontentamento com o rendimento do time no Brasileirão fez com que surgissem rumores de que o goleiro estaria de mudança para o rival Goiás, mas Márcio rebate dizendo que não passou de uma situação hipotética, e que está satisfeito no Atlético.

“Foi só especulação, não passou disso. Eu sou muito claro e transparente com as minhas coisas. Se houvesse alguma proposta, que fosse interessante, não só para o Atlético, para mim também; porque, para eu sair do Atlético hoje, é uma mudança muito radical na minha vida. O ACG está muito confundido com a minha vida, estou muito feliz aqui”, garante.

O Atlético ainda deverá continuar as contratações para a temporada, pelo menos ate o início do Goianão. A estreia elenco profissional do Dragão no estadual será no próximo dia 30 de janeiro, contra o Crac de Catalão, no Estádio Serra Dourada.