Uma nova variante do coronavírus foi identificada em Goiás. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), Flúvia Amorim, trata-se da variante inglesa do vírus e foi encontrada no Entorno do Distrito Federal.
“A SES-GO recebeu nessa semana a notificação de dois casos onde o sequenciamento genético confirmou a variante do Reino Unido. É uma das variantes de importância epidemiológica”, confirma.
Segundo a superintendente, tanto a SES-GO como secretarias municipais de Saúde do Entorno já estão em força tarefa para identificar os casos e com quem as pessoas infectadas tiveram contato.
“Uma busca ativa de contatos desses casos para que a gente possa verificar quantos sintomáticos, fazer coletas de amostras para verificação de PCR e também, consequentemente, de sequenciamento caso seja possíveis sequenciar essas amostras”, afirma.
De acordo com a superintendente, identificar novas cepas no estado como esta do Reino Unido era previsível. “Era algo que nós já imaginávamos que estivesse acontecendo, só não tínhamos ainda a confirmação. Assim como a variante de Manaus é muito possível que ela já esteja circulando”, pontua.
Ainda segundo Flúvia Amorim, apesar de se tratar de uma nova variante, as medidas de controle são as mesmas “e agora reforçadas por essa circulação nova. Manter distanciamento mais do que nunca, evitar aglomerações, usar máscara e higienização das mãos”, conclui.
Nova cepa em Goiás
Na última terça-feira (9), uma nova variante do coronavírus foi encontrada em Goiás, em um morador de Ceres. Conforme análise do laboratório Adolfo Lutz, a cepa P2 tem origem estrangeira e é diferente das encontradas em Manaus, Reino Unido e África do Sul. O paciente diagnosticado com a nova cepa foi o primeiro caso de reinfecção no Estado. A nova variante já estava circulando no Brasil e a análise do laboratório não confirmou se ela é mais agressiva.
Reino Unido
Nesta quinta-feira (11), o governo do Reino Unido informou que identificou 21 casos de uma nova cepa do coronavírus na Inglaterra. A variante Bristol, como ficou conhecida, teria sofrido uma mutação que a tornou com “potencial” para reinfectar inclusive que já se vacinou contra a Covid-19.
Nesta quinta-feira (11), o governo do Reino Unido informou que identificou 21 casos de uma nova cepa do coronavírus na Inglaterra. A variante Bristol, como ficou conhecida, teria sofrido uma mutação que a tornou com “potencial” para reinfectar inclusive que já se vacinou contra a Covid-19.
De acordo com o governo britânico, foram identificados 14 casos em Bristol, no Sudoeste do país, quatro em Manchester e três espalhados pelo resto do Reino Unido.
De acordo com a chefe do programa de vigilância genética do país, Sharon Peacock, a variante pode não responder à ação dos anticorpos gerados por pessoas recuperadas da Covid-19 ou que foram vacinadas contra a doença.
A variante de Bristol é resultado de uma mutação secundária da cepa B.1.1.7, tipo dominante no Reino Unido, encontrada pela primeira vez em setembro de 2020 na cidade inglesa de Kent, e tem a mesma mutação identificada nas do Brasil e da África do Sul.













