O decreto estadual, que restringe as atividades por 14 dias de funcionamento, levantou o questionamento a respeito da reabertura de Aparecida de Goiânia, mediante a um sistema de escalonamento por regiões, se vão ou não seguir o decreto estadual.

Em entrevista ao Sinal Aberto II, Gustavo Mendanha, prefeito do município, afirmou que o Comitê de Prevenção e Enfrentamento (COE) ao novo coronavírus tem se reunido semanalmente para deliberar sobre as medidas de isolamento social e que cabe ao COE determinar se Aparecida vai aderir ao decreto estadual.

“Até a reunião eu posso afirmar que continuaremos com nosso metodologia. Agora, a partir da reunião, as pessoas que fazem parte do Comitê é que deliberam. Eu nunca fiz nenhuma insurgência, sempre deixei eles muito a vontade, até porque estão debruçados sobre números estudam. Um dos motivos que nós vimos a necessidade de voltar ao escalonamento, é que de fato a uma adesão maior por parte dos comerciantes. Se você andar nas regiões onde estão revistas para estarem fechadas, você verá um cumprimento quase total daquilo que nós deliberamos”, pontuou.

Sendo assim, o COE de Aparecida vai avaliar seus números em reunião ordinária na sexta-feira (16), quando decidirá se mantém seu decreto ao adere ao do governo. Até lá nada muda.

Vale ressaltar que procurador-geral do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Aylton Vechi, concedeu entrevista após o anúncio do decreto estadual e explicou que as prefeituras que não seguirem as novas determinações, terão as suas medidas estudadas para verificação.

“Não havendo base científica, obviamente que nós vamos adotar as medidas judiciais cabíveis para que se reestabeleça essa uniformidade de tratamento dessa questão da Covid, já que todo o Estado está em situação de calamidade”.

Para o procurador, os municípios têm competência suplementar, podendo apenas, lançar medidas mais rigorosas, sem extrapolar as normas do decreto estadual, com medidas mais brandas. “Nós vamos fazer o que sempre fazemos, o caminho do diálogo inicialmente para que haja um ajuste, não acontecendo nós vamos então adotar as medidas judiciais cabíveis”.

>>Mendanha permite abertura de comércio em escalonamento e justifica que medida tem maior adesão

Gustavo Mendanha destacou que o decreto estadual é semelhante ao método adotado pelo município e voltou a salientar que modelo atual tem uma adesão maior da população.

“A única diferença que nós temos é que escalonamos os dias de abertura e de fechamento. Então em 30 dias, fechado o mês, se nós continuarmos no cenário laranja, ficaremos exatamente os 15 fechados e os 15 dias abertos que o Estado propõe. A compreensão que nós temos é que com essa análise sendo feita semanalmente, o comerciante que está sem apoio, nesse momento tem a perspectiva de pelo menos ‘pingar'”, detalhou.

“Segundo nós temos uma divisão de responsabilidade, o comerciante passa a contribuir para que esse número não aumente, porque ele sabe que no final das contas nós estamos falando do cenário laranja, mas se formos para o vermelho, vamos restringir ainda mais o comércio. Se as pessoas contribuírem e colaborarem podemos voltar para o cenário amarelo, verde… E essa é a expectativa que temos”, concluiu.

Confira a íntegra da entrevista com o prefeito Gustavo Medanha