No último domingo (31), o Atlético Goianiense alcançou uma importante marca dentro do Campeonato Brasileiro ao bater o São Paulo no Antônio Accioly. Traçada desde o início da temporada como a meta inicial do clube, a marca de 45 pontos foi atingida na 33ª rodada, com mais cinco jogos por realizar, depois de já ter adiantado mais da metade do objetivo no primeiro turno. Segundo o treinador Marcelo Cabo, era o “número mágico”.

Considerada uma pontuação segura para evitar o rebaixamento à Série B, os 45 pontos deixam os rubro-negros em uma posição confortável na tabela do Brasileirão, de volta ao 12º lugar e dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana 2021. Depois da primeira meta atingida com antecedência, o novo objetivo passa a ser o retorno do clube para uma competição internacional, o que não acontece desde 2012.

Retrospecto no Brasileirão
  • 2010: 16ª posição, 42 pontos, 38 jogos, 11 vitórias, 9 empates, 18 derrotas
  • 2011: 13ª posição, 48 pontos, 38 jogos, 12 vitórias, 12 empates, 14 derrotas
  • 2012: 19ª posição, 30 pontos, 38 jogos, 7 vitórias, 9 empates, 22 derrotas
  • 2017: 20ª posição, 36 pontos, 38 jogos, 9 vitórias, 9 empates, 20 derrotas
  • 2020: 12ª posição, 45 pontos, 33 jogos, 11 vitórias, 12 empates, 10 derrotas; *restam cinco jogos

Com a atual pontuação, o Atlético já tem assegurada a sua segunda melhor campanha na era dos pontos corridos na Série A, atrás somente da temporada 2011, quando somou 48 pontos e terminou na 13ª colocação, justamente quando conquistou a vaga na Sul-Americana pela primeira vez. Com mais cinco rodadas em disputa, o atual elenco tem a oportunidade de superar os números de pontos e vitórias, além da posição.

Sonho internacional

Sexto melhor visitante do campeonato, com 22 pontos em 16 jogos, o time também melhorou o desempenho em casa. Apesar de ainda ter a quarta pior campanha como mandante, com 23 pontos em 17 partidas, são cinco jogos de invencibilidade em Campinas, com três vitórias. Outra novidade é que pela primeira vez venceu por três vezes consecutivas, superando a desconfiança após quatro jogos de jejum.

A sequência de vitórias credencia o Atlético não apenas a estar confortável por não pensar mais na permanência, mas também por ter uma grande folga dentro da zona por vagas internacionais. Com a final brasileira na Libertadores 2020, conquistada pelo Palmeiras no último sábado (30), o G6 do Brasileirão virou G7, o que resultou na briga por um lugar na Sul-Americana 2021 descer uma posição no campeonato.

O Brasil tem direito a sete vagas para a Libertadores 2021, sendo seis via Série A e uma via Copa do Brasil. Classificam-se, portanto, os seis melhores colocados no campeonato que ainda não tenham garantido a vaga através de outra competição. É o caso do Palmeiras, atual sexto colocado, que ainda disputa a final da copa contra o Grêmio, hoje em sétimo lugar. Por consequência, o G7 pode se tornar G8, com as seis vagas para a Sul-Americana ficando entre a 9ª e a 14ª posições.

Na 12ª colocação, o Atlético passou nesta rodada o Red Bull Bragantino, que tem um ponto a menos, porém a grande vantagem é para o bloco que ainda luta contra o rebaixamento, formado por Vasco da Gama (14º lugar, 37 pontos), Bahia (15º, 36), Sport (16º, 35, um jogo a menos) e Fortaleza (17º, 35). Um desses times também poderá ter uma milionária vaga na próxima Sul-Americana.

“Aqui eu sempre sonhei alto. Claro que temos metas menores para chegar na maior. A nossa segunda meta é a Sul-Americana, e a nossa terceira é a Libertadores. Vamos sonhar do mesmo jeito que sonhamos com a permanência. Temos que, com os pés no chão, buscar esse passo a passo”, ressaltou Marcelo Cabo após a vitória sobre o São Paulo. Portanto, a Libertadores é possível para o Atlético?

A distância atual para o G7 é de sete pontos – Grêmio, com 52 -, porém a diferença é muito mais curta para um eventual G8. Neste momento, cinco equipes estão empatadas com 45 pontos, inclusive os campineiros, junto de Athletico Paranaense (8º), Ceará (9º), Corinthians (10º, um jogo a menos) e Santos (11º, um jogo a menos). Nas próximas três rodadas, os atleticanos terão três confrontos diretos decisivos.

Cinco jogos finais do Atlético no Brasileirão
  • 34ª rodada: Red Bull Bragantino (fora) – 3 de fevereiro (quarta-feira, 19h15)
  • 35ª rodada: Santos (casa) – 6 de fevereiro (sábado, 21h)
  • 36ª rodada: Athletico Paranaense (fora) – a definir
  • 37ª rodada: Palmeiras (fora) – a definir
  • 38ª rodada: Coritiba (casa) – a definir
Confira os melhores momentos de Atlético-GO 2-1 São Paulo