Do rural ao tecnológico: qual é o perfil econômico de Goiânia para os próximos 90 anos? 

Goiânia completou 90 anos na terça-feira, 24 de outubro. A expectativa é que a nova capital abrigasse 100 mil pessoas, mas a metrópole já tem mais de 1,5 milhão de habitantes. O principal aspecto de crescimento para uma população é o que esse lugar oferta para a subsistência da vida. Por isso, Rubens Salomão recebe no terceiro episódio do “Goiânia 90 Lugares – Entrevista” o Rubens Fileti, presidente da Acieg, para debater uma questão: qual será o perfil econômico de Goiânia para os próximos 90 anos?

O tema do terceiro episódio é a Economia da cidade e em torno do assunto, um aspecto peculiar: o desenvolvimento econômico da capital de Goiás do rural ao tecnológico. “Goiânia está num momento de transformação, nós temos aquele jeito de cidade do interior e temos a nossa essência no modernismo. Então, para nós que vivemos aqui, é muito gostoso viver essa mistura de tempos”, conta Fileti.

Tradição e modernismo

A cidade foi planejada em torno da administração pública, portanto, sua principal atividade econômica é o setor de serviços. Por isso, a entrevista ocorreu num marco econômico tradicional de Goiânia, o Mercado Central, no Centro. Então, o presidente da Acieg (Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás) afirmou que o Mercado é “um local de tudo para todos” e que é importante para medir a economia da cidade.  

“Se a gente pegar a década de 1930 onde tinha um movimento muito grande em campinas e essa migração veio para o centro da cidade, isso mostra como que a economia girou dentro da nossa capital. E isso é muito importante para os dias de hoje porque a gente vê qual é o eixo atual da economia dentro de Goiânia e do estado”, destaca.

O Mercado Central reúne serviços com conserto de roupas a produtos como bucha natural, colher de pau e polvilho. Assim, o local representa um ponto tradicional da história de Goiânia no centro da cidade. Rubens Fileti observa que o Mercado Central guarda uma tradição que vai durar ainda muito tempo.

“Você olha um mercado central deste e a modernidade chegando, com shopping com Inteligência Artificial e etc, e essa economia sendo segurada até hoje pelo tradicionalismo. Isso com certeza vai durar muito mais de 100 anos porque a população mais tradicional gosta de honrar as suas origens, as suas raízes, e isso é o que realmente faz a mescla entre o tradicional e o moderno”, diz.   

A força no agrobusiness 

Um dos principais destaques da economia do estado de Goiás, o agronegócio moldou o desenvolvimento de Goiânia. A cidade tem um importante pólo do setor na região da Avenida Castelo Branco, que tornou-se uma referência para o agrobusiness.

“Tem de tudo ali dentro, de um suplemento agrícola, até uma cela e um passarinho que ali pode ter as suas rações e etc. Então a gente acaba tendo uma dependência positiva do agro, principalmente para  a capital do agronegócio que acaba servindo todos os segmentos: a indústria, os serviços e o comércio em geral”, aponta.

O pólo da Avenida Castelo Branco recebe demandas de empresas de outros estados que vêm a Goiânia comprar produtos e suplementos ligados à cadeia agrícola. “Isso mostra que é um segmento que deu certo. É um segmento que realmente Goiânia apostou, Goiás apostou e que a gente vê que é um diferencial em toda a cadeia”, destaca.   

Rubens Fileti destaca outros aspectos importantes da economia goianiense, como os bares da cidade e como a administração pública está acompanhando as mudanças do setor econômico. A entrevista completa irá ao ar nesta quarta-feira (25), às 17h30, no terceiro episódio do “Goiânia 90 Lugares – Entrevista”.

Goiânia 90 lugares

Goiânia faz 90 anos em 24 de outubro. Por isso, o Sistema Sagres de Comunicação, com apoio da Prefeitura de Goiânia, elaborou um guia de 90 locais a serem conhecidos por você que é goianiense, que mora na capital ou que está de passagem por aqui. Esta é a campanha “Goiânia 90 Lugares”.

A produção inclui 90 reportagens em texto e fotos de lugares marcantes da cidade, 30 vídeos, um mapa e uma página especial. A campanha conta ainda com entrevistas especiais sobre a construção, estrutura e futuro da nossa capital.

As ações tem coordenação de Rubens Salomão, com pesquisa e textos de Samuel Straioto, Arthur Barcelos e Rubens Salomão. Imagens e edição de Lucas Xavier, além das reportagens em vídeo de Ananda Leonel, João Vitor Simões, Rubens Salomão e Wendell Pasqueto. A coordenação do digital é de Gabriel Hamon. Coordenação de projetos é de Laila Melo.

*Este conteúdo está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. (ONU) ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis.

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